Carros conectados à internet deixaram de ser ficção

Google Self Driving car Internet

Já imaginaram um carro que não precisa de motorista e que é conectado de forma independente à internet?
Parece algo muito futurístico, mas não é. As desenvolvedoras de chips Google e Apple já estão criando parcerias
com a indústria automobilística a fim de desenvolver conexões interligadas à internet. Atualmente o Google iniciou esse processo com as montadoras General Motors, Audi, Honda e Hyundai, a fim de adaptar o sistema Android para os automóveis até o final de 2014. No ano passado a Apple já havia dado os primeiros passos com as marcas Acura, Chevrolet, Ferrari, Honda, Hyundai, Infiniti, Jaguar, Kia, Mercedes Benz, Nissan e Volvo.

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Conforme o grupo europeu de pesquisa GSMA (GSM Association), 60 milhões de automóveis estarão conectados no mundo daqui a cinco anos. As montadoras brasileiras acreditam que em 2016 esse fenômeno já será um dos fatores decisivos na escolha de um carro. A Ford, por exemplo, afirma que até o final de 2014 todos os seus modelos apresentarão algum tipo de conectividade. Segundo Oswaldo Ramos, gerente geral de Marketing da Ford “Nos dois últimos anos tivemos uma revolução em relação à oferta de conectividade nos carros brasileiros” e complementa: “A demanda é muito acima do esperado”.

No Brasil já existem automóveis capazes de estacionar, acelerar e frear sozinhos. Além dessas vantagens o carro conectado possibilita que os órgãos de trânsito monitorem a quantidade de veículos que trafegam por determinada avenida, podendo assim ajustar semáforos e evitar engarrafamentos. Os chips podem também reduzir o número de furtos e ajudar o motorista a pagar menos pelo seguro do carro, já que um carro conectado pode fazer uma espécie de “arquivo” de todo o comportamento do motorista. Mas nem tudo são flores, pois existem muitas limitações no país para que toda essa tecnologia tenha resultado, porque não possuímos rede suficiente e com toda essa demanda o sistema tende a congestionar.



Conforme o líder de Projetos de Sistemas Embarcados do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) Fábio Maia “A falta de infraestrutura é muito limitante, e não depende só da indústria automobilística para ser resolvida. Operadoras de telefonia e agências de regulação têm que ser envolvidas”. A conclusão que se chega é que parece ser mais fácil desenvolver a tecnologia da direção autônoma do que implantá-la. O maior desafio, no entanto, está na diferença entre os períodos de cada indústria, a de celulares e a de automóveis. Os celulares tem seus aplicativos renovados com grande velocidade, enquanto que os automóveis são desenvolvidos por períodos de cerca de cinco anos e feitos para durar uma década.

Foto: www.androidheadlines.com

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